Halitose

Aviso de Mau Hálito.

Em tempos de tantos cuidados com a condição bucal temos agora um serviço inédito e talvez polêmico, você pode avisar qualquer pessoa que ela tem mau hálito.

Algumas associações e clínicas especializadas disponibilizam um serviço de aviso por email, carta ou mensagem por celular que você tem halitose.

Todas estas entidades disseram que houve uma pesquisa preliminar e que a maioria dos entrevistados gostaria de ser avisado sobre o problema.

Veja como funciona:

1.>http://www.abha.org.br/sosmauhalito ;

2.>http://www.abha.org.br/s.o.s/carta-s.o.s-mau-halito .

E não se esqueça: https://www.edutavares.com.br/2011/05/quando-devo-trocar-a-escova-de-dente/.

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Halitose II – Você está pronto para beijar?

Você esta pronto para beijar?

 

Cientistas da Universidade de Tel-Aviv, em Israel, criaram um teste capaz de determinar em até 10 minutos a presença de bactérias que contribuam para geração de mau hálito. Além das bactéria gram-negativas descobriu-se que também as gram-positivas podem gerar mau hálito. Elas tem potencial para gerar o gás enxofre, responsável por um mau odor.

 

Este teste tem até o momento o nome de OkayToKiss ( pronto para beijar) e será do tamanho de uma cartela de chicletes. O teste é feito por uma amostra de saliva colocada num coletor específico do teste, e havendo mudança na coloração da saliva, para azul, significa que a pessoa tem bactérias suficientes para gerar o mau hálito.

 

Segundo a Associação Brasileira de Halitose, estima-se que atualmente tenham 50 milhões de indivíduos com halitose no Brasil.

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Halitose I.

Tema que traz um imenso tabu. Muitas pessoas tem a preocupação do mau hálito mas poucas são capazes de alertar a pessoa próxima a si sobre o mau cheiro da boca. E entendam, lendo uma matéria recente sobre o assunto o autor foi preciso, o diagnóstico mais eficaz é o nariz do outro.

 

Estima-se que 40% da população mundial sofra de mau hálito. Há referências milenares sobre o problema. Um fato curioso relata que há dois mil anos atrás o homem que após casar-se e caso nota-se que a mulher tinha halitose, ele poderia separar-se sem cumprir as cláusulas contratuais. Difícil é acreditar qual ser humano não tinha mau hálito naqueles tempos…

 

Dentre as mais de 60 causas que podem levar a halitose as mais comuns são:

 

1.> Falta ou diminuição da saliva: nós temos diminuição do fluxo salivar durante o sono e com a decomposição intra bucal de proteínas é normal acordemos com algum odor na boca. Esta halitose termina imediatamente após ingestão de alimento ou líquido. Outro fator que altera o fluxo salivar é o estresse, pessoas com alterações emocionais tem halitose. O uso de alguns medicamentos também traz alterações no fluxo salivar.

 

2.> Saburra lingual: costumo dizer que o dorso da língua é como aquele tapete da sala, peludo e cheio de espaços para proliferar o que quiser. A língua é composta anatomicamente por tecido piloso e cheio de irregularidades em sua superfície, ambiente quente  e úmido propício para a proliferação bacteriana. Saburra lingual é aquela película esbranquiçada que fica no dorso da língua, é cheia de bactérias que produzem gases malcheirosos. É a saburra lingual a campeã da maior incidência de halitose.

 

3.> Doenças bucais com a cárie e principalmente a doença periodontal: as cáries servem de abrigos para as bactérias onde a proliferação além de poder causar destruição do dente gera mau hálito. A doença periodontal traz normalmente um odor que na literatura é chamado de odor fético, causado pelos gases sulfurosos provenientes das bactérias que encontram-se no tecido mole (estrutura gengival) e duro (dente). Quem tem doença periodontal tem muito mais saburra lingual.

 

4.> Amídalas: algumas pessoas acabam tendo retenção de massa de cor amarelada no corpo da glândula que é formada por restos alimentares, saliva e bactérias. Sua remoção é complicada pois deve ser feita com cuidado para não machucar o orgão e a ânsia de vômito é muito comum por estar próximo do final da garganta.

 

5.> Estômago: muitas pessoas culpam a gastrite como agente causador da halitose. Na verdade hoje em dia se suspeita o contrário, a bactéria que causa a inflamação da mucosa do estomago (Helicobacter pylori) já estaria na boca e a partir deste desequilíbrio bacteriano é que surgiria a gastrite. Quem tem gastrite provavelmente já tinha halitose.

 

6.> Falta de higiene bucal adequada: no mínimo o que se espera de uma higiene bucal básica ou habitual é usar fio dental e escovar os dentes todas as vezes que se ingerir algo e um bochecho com algum anti-séptico bucal duas vezes ao dia. Há muitas pessoas que não gostam de usar o fio dental. Entendam, a área que o fio dental atua só ele consegue limpá-la. Brinco com alguns pacientes que usam bochechos indiscriminadamente por alegarem que não tem tempo para a higiene e "protegem-se" usando os anti-sépticos, que sem a devida higiene bucal é como passar perfume sem o devido banho. Está jogando tempo, dinheiro e o principal saúde bucal fora.

 

7.> Fatores diversos: doenças sistêmicas como a diabetes, insuficiência renal, problemas respiratórios, alterações orgânicas, fumo, álcool, drogas. Dando uma atenção maior para o diabético, ele pode apresentar um odor muito forte com cheiro de acetona, principalmente nas crises de hipoglicemia. É por isso também que pessoas que submetem-se a regimes ou ficam longos períodos sem alimentar-se podem exalar este cheiro também.

 

Hoje há especialistas na área que contam além da anamnese do paciente exames para ajudar no diagnóstico. A sialometria mede o fluxo salivar do paciente e a halimetria mede a quantidade de compostos sulfurados vaporizados presentes na boca. Estes dois métodos ajudam muito aquelas pessoas que tem fobia de estarem com halitose. Não há como ter mau hálito sem ter alterações positivas para halitose neste dois testes.

 

O tratamento consiste no diagnóstico preciso das causas e muita colaboração do paciente. O que cabe ao cirurgião dentista fazer será feito mas muitas vezes necessitamos de uma ou outra alteração de hábito do paciente. Será necessário que haja conscientização do paciente, caso contrário teremos dificuldades no sucesso do tratamento.

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